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Padre Antônio Joaquim Gomes

Falecimento:

27/07/2003

Data de nascimento:

14/02/1907

Cidade Natal:

Remanso - B.A

Ordenação:

06/12/1942

Função:

--

Biografia

HISTÓRIA VOCACIONAL DO PE. ANTÔNIO JOAQUIM GOMES

14/02/1907

† 27/07/2003

Nasceu no dia 14 de fevereiro de 1907, na cidade de Remanso, às margens do Rio São Francisco, Bahia. Filho de Procópio Joaquim Gomes e Dona Maria Joana Viana Gomes. Era o mais velho dentre oito irmãos: Antônio Joaquim Gomes, Maria Arcanja

Viana Gomes, Maria Antônia Viana Gomes, Maria Valderina Viana Gomes, Joaquim Gomes, Lourdes Viana Gomes, Hilda Viana Gomes. Quando a mãe do Pe. Antônio casou-se com seu pai, ela era viúva e trouxe de seu primeiro matrimônio um filho chamado Manoel Soares.

Recebeu as primeiras aulas na zona rural. Depois veio com a mãe e irmãos para a cidade prosseguir estudos. Dedicou bom tempo de sua mocidade à profissão de alfaiate. Mostrou desde pequeno, a vocação para sacerdote. Tocava na filarmônica ”Dois de Julho” da cidade, destacando-se como bom músico. Sempre gostou, de rezar e freqüentar a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso. 

Em 1925 veio para o Estado de São Paulo. Veio morar com um irmão, fixando residência em Araçatuba, na Rua Marechal Deodoro, 175. 

A fim de cursar o Seminário Maior, foi para Mariana (MG). No Seminário São José, cursou Filosofia (1937 – 1938). A seguir cursou teologia (1939 – 1942), no referido seminário. 

Ordenou-se no dia 06 de dezembro de 1942, na Catedral Metropolitana de Campinas pelo Bispo D. Paulo de Tarso Campos. Após a ordenação, durante o ano de 1943 serviu a Paróquia de São Manoel, em Leme como vigário cooperador. Auxiliou o pároco titular, Pe. Manoel Simões de Lima. De 1944 a 1947 serviu como vigário cooperador na Paróquia de São João Batista em Rio Claro. Provisão de 26 de dezembro de 1943 e 31 de dezembro de 1944.

Chegou a Jaguariúna no dia 17 de agosto de 1947 com quarenta anos de idade. 

Em Jaguariúna apresentou dedicação plena ao sacerdócio, zelo incomum, piedade franciscana. O voto de pobreza foi perceptível em toda a sua existência. Sempre recusou ao conforto e ao luxo. Fortaleceu todas as associações religiosas. 

Aposentou-se em 01/10/1990. Com 83 anos de idade e 43 de titular da paróquia solicitou ao Arcebispo de Campinas que lhe providenciasse um sucessor. Até então, celebrava cinco missas em cada final de semana e zelava com perfeição por todos os detalhes de sua missão sacerdotal. Dia 1º de outubro chegou, para sucedê-lo, o Revmo. Pe. José Veríssimo Sibinélli para assumir as construções que o esperavam. Padre Antonio retirou-se para a Casa de Obra de Assistência N. S. Assumpção em frente a Escola Amâncio Bueno, atrás do Cinema, Salão Paroquial. Como havia construído sempre salas de aula para cursos e Catequese, providenciou a primeira sala de aula, no quintal de sua residência, que se transformasse em Capela e lá celebrava a Missa dos Doentes. Toda a segunda-feira, às 16h00.

O movimento dos fiéis tornou-se grande demais e foi obrigado a transferi-la para a Igreja Aos sábados à noite, celebrava na Igreja de Santa Rita de Cássia do Bairro Santa Cruz. Sua casa era visitada diariamente por seus paroquianos que o procuravam para o Sacramento da Confissão. Matriz Centenária.

Em 06 de dezembro de 1992 o Cônego Veríssimo preparou comemoração de suas Bodas de Ouro de Ordenação Sacerdotal, convidou o Arcebispo de Campinas, D. Gilberto, Pe. Machadinho, contemporâneo de Seminário e vários padres. O Coro Santa Maria / Santa Cecília regido pela então organista Sra. Rosa Martins Clemente preparou-lhe a Missa Cantada de que sempre falava, em latim “Missa De Angelis”.

Ele chorou emocionado, quando cantamos. Assistiu feliz a inauguração da Nova Matriz em 1994.

Em 1996 assistiu à Reinauguração da Matriz Centenária. Ela foi fechada após a inauguração da nova Matriz para restauração.

Em 1997 a Comunidade e o Cônego José Veríssimo Sibinélli prestaram-lhe significativa homenagem pelos 90 anos de idade e cinqüenta anos em Jaguariúna.

A Câmara Municipal concedeu-lhe o título de Cidadão Jaguariunense, indicado pelo vereador Valdir Parizi, na administração do prefeito Antônio Maurício Hossri.

Aos 96 anos, no domingo, 27 de julho de 2003, de manhã, foi encontrado morto. Morrera dormindo. Foi a madrugada de sua Ressurreição. Foi velado com o Rosário nas mãos, na Matriz Centenária, pela Igreja de Jaguariúna e pelos amigos da região. O caminhão do Corpo de Bombeiros levou sua urna coberta com as bandeiras da Pátria e do Vaticano até a Matriz Nova onde o Clero local, de Campinas e de Amparo concelebrou a missa de Corpo Presente.

Em seguida, trouxe novamente seu corpo para a Matriz Centenária onde foi sepultado na Capela de São José, local visitado pela população, onde sempre recebe flores e orações. Lá se encontram a imagem do Cristo Morto e de N. S. do Rosário. A sua fotografia de

sacerdote emérito de nossa paróquia alegra nossas lembranças. Há uma placa em bronze com os dizeres:

“Verdadeiramente grande é a pessoa que possui imenso amor”.

Fonte: Casa de Memória de Jaguariúna. Para acessar o material completo, consulte: https://www.jaguariuna.sp.gov.br/hotsites/casadamemoria/wp-content/uploads/2015/10/Padre-Ant%C3%B4nio-Joaquim-Gomes.pdf

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