Vigília Pascal é celebrada com grande participação dos fiéis em Pedreira
Dom Luiz Gonzaga Fechio presidiu, na noite deste sábado, 4 de abril de 2026, a Solene Vigília Pascal, na comunidade Santa Clara de Assis, pertencente à Paróquia Sant’Ana, na cidade de Pedreira.
Reconhecida como a “mãe de todas as vigílias” e a celebração mais importante de todo o ano litúrgico, a noite reuniu uma multidão de fiéis, que participaram com fé e profundo espírito de alegria da Páscoa da Ressurreição do Senhor.
A noite santa da Ressurreição
A Vigília Pascal é o coração da fé cristã. Nela, a Igreja celebra a passagem da morte para a vida: Cristo vence o pecado e a morte e ressuscita ao terceiro dia. Trata-se da primeira celebração do Domingo da Ressurreição, ainda que realizada na noite do Sábado Santo.
Embora popularmente seja chamado de “Sábado de Aleluia”, este nome pode gerar confusão. O Sábado Santo é marcado pelo silêncio e pela contemplação do Cristo no sepulcro. Já a Vigília Pascal rompe essa espera, inaugurando, com grande solenidade, a alegria da Ressurreição.
Uma liturgia rica em sinais e significado
A celebração da Vigília Pascal é composta por quatro partes fundamentais, profundamente simbólicas:
Liturgia da Luz – Iniciada fora da igreja, com a bênção do fogo novo, simboliza Cristo, luz que vence as trevas. A partir desse fogo é aceso o Círio Pascal, sinal do Cristo ressuscitado, que ilumina toda a assembleia.
Liturgia da Palavra – Com diversas leituras, percorre toda a história da salvação, desde a criação até a Ressurreição, revelando a ação de Deus ao longo do tempo.
Liturgia Batismal – Momento em que os fiéis renovam suas promessas batismais, reafirmando a fé por meio do “renuncio” e do “creio”, participando da morte e ressurreição de Cristo.
Liturgia Eucarística – Culmina na celebração do Santo Sacrifício da Missa, expressão máxima da comunhão com o Cristo vivo.
Entre os sinais mais marcantes está o Círio Pascal, marcado com a cruz, as letras Alfa e Ômega — indicando Cristo como princípio e fim — e os cinco cravos que recordam suas chagas gloriosas.
Uma mensagem de esperança: “Não tenhais medo”
Em sua homilia, Dom Luiz destacou a centralidade da Ressurreição para a fé cristã, afirmando que sem ela a vida perderia seu sentido mais profundo.
O bispo enfatizou repetidamente o convite evangélico: “Não tenhais medo”, exortando os fiéis a confiarem em Deus mesmo diante das incertezas e dificuldades. A Páscoa, segundo ele, é uma passagem que exige uma transformação interior, uma “morte” para tudo aquilo que nos afasta da verdadeira vida.
Ao refletir sobre as leituras proclamadas, Dom Luiz apresentou a Vigília como uma grande síntese da história da salvação:
- A criação, como sinal de uma nova vida em Cristo
- O sacrifício de Abraão, como expressão de fé e entrega
- A travessia do Mar Vermelho, como libertação das escravidões interiores
- A carta aos Romanos, lembrando que, pelo Batismo, morremos e ressuscitamos com Cristo
Inspirado pelas mulheres que foram ao túmulo, o bispo também convidou os fiéis a se tornarem anunciadores da Ressurreição, testemunhando com a própria vida que Cristo está vivo.
Gratidão e comunhão
Ao final da celebração, a comunidade de Santa Clara de Assis manifestou sua gratidão ao bispo diocesano pela condução das celebrações do Tríduo Pascal.
Em gesto de carinho e fé, recordaram as palavras dirigidas às mulheres no Evangelho — “não tenhais medo” — e confiaram à intercessão de Santa Clara a vida e a missão de Dom Luiz.
A alegria da Ressurreição
A celebração foi encerrada em clima de profunda alegria e esperança, marcando o início do tempo pascal. A luz do Cristo ressuscitado, simbolizada no Círio Pascal, iluminou não apenas o templo, mas também os corações dos fiéis, renovando a certeza de que a vida venceu a morte.
A Vigília Pascal, mais uma vez, confirmou-se como o centro da vida cristã: a noite em que tudo recomeça, à luz da Ressurreição do Senhor.













