Quinta-feira Santa marca o início do Tríduo Pascal

Quinta-feira Santa marca o início do Tríduo Pascal

Na noite desta quinta-feira, 2 de abril, Quinta-feira Santa, teve início o Tríduo Pascal com a celebração da Santa Missa da Ceia do Senhor na comunidade Santa Clara, na cidade de Pedreira, pertencente à Paróquia Sant’Ana. A celebração foi presidida por Dom Luiz Gonzaga Fechio e reuniu numerosos fiéis, que deram início à vivência do período mais importante do calendário litúrgico da Igreja.

A Quinta-feira Santa abre solenemente o Tríduo Pascal e recorda a última ceia de Jesus com seus discípulos, momento em que instituiu a Eucaristia e o sacerdócio ministerial. A celebração, marcada por profunda espiritualidade, une elementos de alegria e solenidade com um progressivo recolhimento, conduzindo os fiéis ao mistério da Paixão do Senhor.

Durante a homilia, Dom Luiz destacou a continuidade entre a Páscoa do Antigo Testamento e a Nova Aliança em Cristo. Recordando o Êxodo, o bispo explicou o sentido do sangue do cordeiro como sinal de salvação, relacionando-o ao sacrifício de Jesus, o verdadeiro Cordeiro Pascal. “Hoje, este sangue não é mais colocado nos batentes das portas, mas deve ser marcado no coração de cada fiel, como sinal de uma vida transformada”, ressaltou.

O bispo também enfatizou a instituição da Eucaristia como centro da vida cristã, recordando o testemunho do Cardeal Van Thuan, que, mesmo preso, celebrava a missa com mínimos elementos, evidenciando a grandeza deste sacramento. Ainda refletiu sobre o sacerdócio, lembrando a importância da oração pelos sacerdotes, especialmente aqueles que enfrentam dificuldades em sua missão.

Após a homilia, foi realizado o tradicional rito do lava-pés. Dom Luiz lavou os pés de doze fiéis, entre jovens, adultos e idosos, recordando o gesto de humildade de Cristo.

Em seguida, convidou a assembleia a viver concretamente esse sinal de serviço, permitindo que outros fiéis também realizassem o gesto entre si. O bispo destacou que o lava-pés não deve ser visto como encenação, mas como um verdadeiro chamado à vivência do amor e da humildade no cotidiano, seja na família, no trabalho ou na comunidade.

A celebração prosseguiu com a Liturgia Eucarística, culminando na Transladação do Santíssimo Sacramento. Em procissão solene, o Santíssimo foi conduzido a um local preparado para a adoração, dando início à Vigília Eucarística, que se estendeu até a celebração da Paixão do Senhor na Sexta-feira Santa.

A liturgia da Quinta-feira Santa, já consolidada desde os primeiros séculos da Igreja, especialmente em Jerusalém, reúne elementos essenciais da fé cristã: a instituição da Eucaristia, do sacerdócio e o mandamento do amor, manifestado no serviço. O Evangelho de São João, proclamado nesta celebração, destaca o gesto do lava-pés como expressão máxima da entrega de Cristo, que “amou os seus até o fim”.

A Diocese de Amparo convida todos os fiéis a viverem intensamente este tempo sagrado, especialmente a Sexta-feira Santa, com espírito de recolhimento, silêncio e profunda oração, acompanhando o Senhor em sua Paixão e Morte, na esperança da Ressurreição.

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