Diocese de Amparo celebra a Missa do Crisma
Na manhã desta Quinta-feira Santa, 2 de abril, a Diocese de Amparo reuniu-se em sua Igreja Catedral para a solene celebração da Missa do Crisma, também conhecida como Missa da Unidade — uma das mais significativas liturgias de todo o Ano Litúrgico.
A celebração foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Luiz Gonzaga Fechio, e contou com a presença de todo o presbitério, diáconos permanentes, seminaristas, religiosos e religiosas, além de leigos e leigas representantes das 34 paróquias e das duas áreas pastorais da Diocese. Foi um momento de profunda comunhão, visivelmente marcado pela unidade em torno do altar e do pastor diocesano.
Unidade que nasce do sacerdócio de Cristo
Durante a homilia, Dom Luiz destacou que a Missa do Crisma é, antes de tudo, uma celebração da unidade no sacerdócio de Cristo. Recordando sua própria experiência desde o ingresso no seminário, ainda jovem, o bispo ressaltou a beleza desta celebração, que vai além da aparência: ela expressa a comunhão real entre o bispo e seus sacerdotes.
“Esta missa não é apenas um encontro. É a oportunidade de renovar a graça que Deus nos concede hoje”, afirmou.
O bispo enfatizou ainda que o sacerdócio não pertence aos ministros ordenados, mas é participação no único sacerdócio de Cristo:
“É dele, não é nosso. Nós somos seus sacerdotes”.
Renovação das promessas e missão renovada
Um dos momentos centrais da celebração foi a renovação das promessas sacerdotais. Diante do bispo e do povo de Deus, os padres reafirmaram seu compromisso de fidelidade, serviço e entrega à missão.
Dom Luiz recordou que essa renovação não depende do tempo de ordenação ou da história pessoal de cada sacerdote, mas da abertura à graça no presente:
“É hoje que devemos aproveitar a oportunidade que Deus nos dá”.
Ele também destacou que a missão sacerdotal não está ligada à busca de reconhecimento ou visibilidade, mas à marca deixada no coração das pessoas:
“Aquilo que permanece não é o que aparece, mas o que transforma vidas”.
A bênção dos Santos Óleos
Durante a celebração, foram abençoados o Óleo dos Enfermos e o Óleo dos Catecúmenos, além da consagração do Santo Crisma. Esses óleos serão distribuídos às paróquias e utilizados ao longo do ano nos sacramentos.
O bispo recordou que esses sinais não são objetos mágicos ou supersticiosos, mas instrumentos da graça de Deus que apontam para uma realidade mais profunda:
“Este óleo precisa chegar ao coração. Somos ungidos para viver como Cristo”.
Ele também destacou a beleza da vida sacramental da Igreja, especialmente neste tempo pascal, em que muitos adultos receberão os sacramentos da iniciação cristã.
Um povo sacerdotal em missão
Inspirado pela Palavra de Deus proclamada — especialmente o texto de Isaías (Is 61) e o Evangelho de Lucas (Lc 4,16-21) —, Dom Luiz recordou que todos os batizados participam da unção de Cristo e são chamados à missão.
“Somos um povo sacerdotal. Cada um, no seu lugar, é chamado a viver e testemunhar essa unção”, afirmou.
A reflexão também destacou que a verdadeira grandeza não está no poder, mas no serviço. A unção recebida não é privilégio, mas responsabilidade: levar a Boa Nova aos pobres, curar os corações feridos e anunciar a libertação.
Diocese: uma rede de comunhão
O bispo comparou a Diocese a uma grande rede de comunhão, muitas vezes invisível aos olhos, mas profundamente valiosa diante de Deus.
“Isso não aparece nas redes sociais, mas é isso que Deus vê e valoriza”, destacou.
Ele convidou todos a vestirem “a camisa” da Diocese, não como um pertencimento institucional, mas como expressão de amor, serviço e identidade eclesial.
Oração pelos sacerdotes
Ao final, Dom Luiz recordou o pedido do Papa Leão XIV, que convida toda a Igreja a rezar pelos sacerdotes, especialmente aqueles que enfrentam momentos de crise.
O bispo pediu ainda que os fiéis sustentem seus padres com oração, compreensão e colaboração na missão evangelizadora.
Um chamado à unidade e à fidelidade
A Missa do Crisma, celebrada na manhã desta Quinta-feira Santa, reafirma a identidade da Igreja como corpo unido em Cristo. Mais do que um rito, é um chamado à fidelidade, à comunhão e à missão.
Que, fortalecidos pela graça desta celebração, todos — ministros ordenados e leigos — possam viver com renovado ardor a vocação de ser sinal do amor de Deus no mundo.








