6º Domingo do Tempo Comum – Ano A

6º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Chamados à plenitude da vida

A liturgia do 6º Domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre a resposta que damos à oferta de salvação que Deus nos dirige. Não se trata de uma proposta qualquer, mas de um chamado a um destino transcendente, a uma vocação sublime, a uma felicidade plena e eterna. Deus nos criou para a vida em abundância, e não podemos, por comodismo, indiferença ou superficialidade, ignorar esse convite que conduz à verdadeira realização.

A primeira leitura recorda que somos livres. Diante de nós estão dois caminhos: o da vida e o da morte, o da fidelidade a Deus e o da autossuficiência. O Senhor não impõe a salvação; Ele a oferece. Aos que escolhem a vida, Ele concede os seus mandamentos — não como fardos, mas como sinais seguros que orientam o caminho. A Lei é expressão do amor de Deus, um guia que protege e conduz à felicidade verdadeira.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo fala da “sabedoria de Deus”, o mistério preparado desde sempre para aqueles que O amam. Este projeto de salvação permaneceu oculto ao longo dos séculos, mas foi plenamente revelado em Jesus Cristo. Na sua vida, nos seus ensinamentos, nos seus gestos e, sobretudo, na entrega total na cruz, contemplamos o amor de Deus manifestado de forma concreta. A cruz torna visível o caminho da salvação: o amor que se doa até o fim.

No Evangelho, Jesus aprofunda o sentido da Lei. Ele convida os seus discípulos a irem além do cumprimento externo das normas. Não basta observar “serviços mínimos”. O seguimento de Cristo exige uma adesão total, um coração convertido, disposto a buscar a vontade do Pai com sinceridade, paixão e compromisso. A justiça do Reino supera a mera observância legal; nasce de um amor que transforma atitudes, palavras e intenções.

Neste domingo, somos convidados a examinar a nossa própria resposta. Temos escolhido o caminho da vida? Vivemos a como encontro profundo com Deus ou apenas como cumprimento de obrigações? O Senhor continua a nos chamar à plenitude. Que possamos acolher a sua sabedoria e caminhar, com confiança, rumo à felicidade que não passa.

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