5.º Domingo do Tempo Comum – Ser luz que transforma o mundo

5.º Domingo do Tempo Comum – Ser luz que transforma o mundo

Para que vivemos? Qual é o sentido da nossa existência? Como marcar, de forma verdadeira, a nossa passagem pela terra? A liturgia do 5.º Domingo do Tempo Comum responde a essas perguntas ao recordar que a vida ganha sentido quando se torna dom, quando se faz luz que ilumina o caminho dos outros.

A Palavra de Deus deste domingo convida cada cristão a assumir, com coragem e coerência, a missão de ser sinal da presença de Deus no mundo. Não uma luz fechada em si mesma, mas uma luz que brilha, aquece e revela as cores do amor divino na realidade concreta da vida.

Na primeira leitura, um profeta anónimo do século VI a.C. interpela o povo de Jerusalém e desmonta uma religiosidade vazia, feita apenas de ritos e aparências. Ser “luz de Deus” não passa por gestos exteriores desligados da vida, mas por atitudes concretas: repartir o pão com quem tem fome, defender os injustiçados, cuidar dos esquecidos, estender a mão a quem sofre. A verdadeira luz nasce da misericórdia vivida no dia a dia.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo exorta a comunidade de Corinto a abandonar a “sabedoria do mundo” e a acolher a “sabedoria de Deus”. A salvação não vem de discursos brilhantes nem de teorias sofisticadas, mas do amor revelado na cruz de Cristo. É nessa entrega total, muitas vezes vista como loucura, que se encontra o sentido pleno da vida humana. Viver à luz da cruz é escolher o caminho do amor que se doa sem reservas.

No Evangelho, Jesus define claramente a missão dos seus discípulos: ser “sal da terra” e “luz do mundo”. O sal dá sabor, preserva e transforma; a luz afasta as trevas e permite ver com clareza. Assim devem ser os cristãos: pessoas que, através das suas boas obras, tornam a vida mais humana, mais justa e mais iluminada. Não para a própria glória, mas para que todos reconheçam a ação de Deus presente no mundo.

Neste 5.º Domingo do Tempo Comum, somos convidados a rever nossa forma de viver a . Ser luz não é um privilégio, mas uma responsabilidade. É no amor concreto, na justiça praticada e na esperança partilhada que damos verdadeiro sentido à nossa vida e ajudamos a transformar a realidade à nossa volta.

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